terça-feira, 8 de setembro de 2009

... Kd vc? ...


E quem é que sabe por onde anda minha cabeça?

Nem sei eu a resposta...

Tentar fazer as coisas... E simplesmente não conseguir, não conseguir concentração para tarefas simples...

A mente não cessa... Porém ela não encontra vazão pra mostrar tudo o que nela surge...

Minha mente não está mais comigo... Ela não quer mais minha presença... Ela busca algo...

Ela vai em busca de algo que não está próximo, mas que está ainda presente!




Como conciliar a mente de que a razão e a emoção são coisas distintas...

Quem consegue dominar algo que é superior ao desejo?

É preciso encontrar um ponto final pra isso...

Onde vou parar dessa forma... Não sei mais quem sou... Não sei o que fazer...

Minha mente tem apenas um foco... Foco esse que deve ser apagado...

Quero correr...

Quero sumir...

Quero olvidar...

Quero renascer...

Quero não mais sentir!

Estou perdida... Não encontro mais a saída... Pra que lado ela fica?

Quero-me de volta...

Tenho somente pedaços dispersos de mim... Que não consigo reconectar...

Eu não quero mais isso!!!!!!!!



Como ouvi um dia... Eu não queria sentir mais isso que sinto!

Agora é verdadeira esta frase... Eu não quero!

Mas me explique como é que se faz pra não querer mais?

Hein??


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

... Poesia [TM] ...


A Bailarina E O Soldado De Chumbo

O Teatro Mágico

De repente toda mágica se acabou
E na nossa casinha apertada
Tá faltando graça e tá sobrando espaço
Tô sobrando num sobrado sem ventilador

Vai dizer que nossas preces não alcançaram o céu?
Coração, que ainda vem me perguntar o que aconteceu
Conta se seu rosto por acaso ainda tem o gosto meu

Com duas conchas nas mãos,
Vem vestida de ouro e poeira
Falando de um jeito maneira
Da lua, da estrela e de um certo mal
Que agora acompanha teu dia
E pra minha poesia é o ponto final
É o ponto em que recomeço,
Recanto e despeço da magia que balança o mundo

Bailarina, soldado de chumbo
Bailarina, soldado de chumbo
Beijo e dor...
Bailarina, soldado de chumbo

Nossa casinha pequena
Parece vazia sem o teu balé
Sem teu café requentado
Soldado de chumbo não fica de pé

Nossa casinha vazia
Parece pequena sem o teu balé
Sem teu café requentado
Soldado de chumbo não fica de pé




domingo, 6 de setembro de 2009

... Insanidade ...



Que pensamentos são estes

Que rondam minha cabeça

Por momentos beiram a loucura

A insanidade de sair daqui

E atravessar toda a cidade só pra te ver

Ver qual seria sua reação ao me ter parada em sua frente

Que insanidade é essa que quer me dominar?

Não... ela não conseguirá!

sinto calafrios só de lembrar o edredom a me cobrir...

eu... vestida de edredom

sem falar muito... somente te olhando...

ouvindo a voz que enternecia meu coração

voz essa que pronunciava palavras que eu nunca desejaria ouvir...

e a conversa... a última conversa...

o abraço... aquele último igual a todos os outros...

que me tiravam do chão... me traziam o céu...

pra onde foram?

não sei...


a razão diz que foram-se... que nunca mais os terei de volta...

a insanidade os quer de volta... tudo de volta!

mas não é assim...

tudo acontece como tem de acontecer!

existe tempo, momento certo pra tudo...

e vc... eu.... não tivemos e nunca teremos tempo certo...

o tempo e momento somente foram os mais errados... os mais desonestos...

ah coração! porque você foi se apaixonar assim?

não sabia que irias sofrer?

que criaria sonhos que se transformariam em pesadelos?

que as poucas alegrias se tornariam motivos de angustia?

a insensatez leva-nos à paixão...

a paixão leva-nos à loucura...

a loucura leva-nos à insanidade!

tenho comigo, porém a razão, mesmo que seja um ínfimo do que desejaria...

ela me segura no chão... me mostra que loucuras não são a solução...

que a insanidade passa... como tudo na vida passa...

até um amor, uma paixão de dimensão como esta!

nada dura eternamente...

somente nosso espírito!

hei de acordar algum dia diferente...

um dia em que tudo isso que hoje castiga e magoa meu coração, não passará de simples recordações...

recordações de algo que eu talvez não queira nunca mais repetir...

se soubesses como eu desejaria trocar novamente o edredom por um abraço!!

tentar dormir com o barulho dos carros na rua... em plena madrugada...

ouvir o som da chuva...

acordar com um miado no telhado vizinho...

ah.... lembranças... isto tudo agora somente serão lembranças...

a realidade nunca será assim...

coração.... aprenda que seus desejos não se tornarão realidade jamais...

simplesmente por que...

eu estava no lugar errado,

na hora errada...

e a pessoa errada fez-me seguir um caminho errado...

fui sim... ninguém me obrigou... exceto a paixão...

o que começa errado... não pode nunca ter um fim diferente disso!