sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A mente precisa parar...


Meu mundo está diferente...

As coisas não fazem mais sentido, os pensamentos já não têm um foco, já não buscam respostas...

Desligar... Não ligar... É o que me falta... E o que está acontecendo...

Começo a envergonhar-me dos impulsos que tenho, minha razão me diz que cometo tolices que não servem pra nada, somente pra me levar mais pra longe...

A vida segue... Cada um com seu caminho...

Estou no meu... Mesmo sem saber ao certo onde ele me levará...



Como li outro dia... “Queria ter coragem de desistir!”...

Desistir de pensar, de sentir, de sonhar...

A realidade é algo que não se enfeita, não há como ilusionar...

Não quero falar... Quero ficar bem aqui, dentro do meu silêncio...

Talvez eu queira mesmo seguir meu caminho sozinha...

Talvez somente desta forma eu encontre respostas, e me encontre...

Entender porque me sinto assim...

Tão perdida... Não quero mais cometer os mesmos erros...

A dor que sinto ao saber que é devido, corrói meu desejo de pensar!

Como é ridículo tudo isso... ¿Pra que sentir tudo isso à toa?


Os dias passam...

Mas as noites parecem-me eternas...

A mente precisa parar...

Os sentimentos precisam morrer...

Eu preciso não me importar...

Não quero mais lembranças tristes...

Quero minha vida sem sua lembrança...

Quero não sentir... Não me sentir assim... Como uma tola!


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

... E neste lugar somente restaram as cinzas! ...




... E neste lugar somente restaram as cinzas! ...

Estou procurando dentro de mim o que restou...

Juntando todos os pedaços que se perderam ao longo deste tempo todo...

Cada lembrança é um pedaço espalhado de mim que está em algum lugar que nem não faço idéia de onde seja.



Queria não olhar pra dentro e ver que tudo está desconexo, nada mais tem ligação...


Cada parte de mim está isolada...

Será que se eu parar de olhar pra dentro, tudo será reparado? Tudo se ajustará novamente?

Talvez sim... Talvez não!

Eu acho que estou perdida...


Não sei mais onde me encontrar, não consigo me reconhecer...

Ainda não sei o que eu quero... Não sei o que fazer...

Preciso encontrar o caminho de volta...



Peito pesado...


Nó na garganta...


E lágrimas nos olhos...

Desejo de não mais pensar... De não mais me lembrar...


O toque em suas mãos no táxi... A despedida no metrô...

O abraço que tirava meus pés do chão!

Que angustia recordar detalhes tão bobos...

A angustia é por saber que tudo era falso...


Que não havia sentimento, exceto o meu...

Momentos que encheram meu coração de felicidade, mas eram simples momentos...

Farsa... Ilusão... Oportunidade...

¿E o que restou?

Pedaços espalhados de mim...

Que ainda não sei onde estão muito menos como reconectá-los!